
Barrichello testou em Sebring e neste fim de semana o fará em Sonoma, pista integrante do calendário da Indy
Rubens Barrichello embarcou na noite desta quinta-feira para seu segundo teste com a equipe KV Racing, a mesma pela qual o baiano Tony Kanaan compete na Fórmula Indy. O paulista, ex-piloto da Williams, treinará nos dias 25 e 26 de fevereiro em Sonoma, na Califórnia, em uma pista a qual já conhece graças ao videogame.
“A caminho de Sonoma treinar mais um pouco com o carro do Tony Kanaan… já andei muito nessa pista no videogame da Nascar”, escreveu o piloto no Twitter tanto em inglês quanto em português – no primeiro idioma, acrescentou ainda que costumava brincar em um “velho jogo” simulador da categoria de turismo.
Barrichello, que perdeu a vaga na Williams para Bruno Senna em janeiro, ficou sem espaço para completar sua 20ª temporada na F1. Convidado por Kanaan, o experiente piloto, 39 anos, testou no circuito de Sebring, na Flórida, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro a princípio para ajudar o amigo no desenvolvimento do carro da KV – porém, gostou da sensação e admite agora buscar patrocínios para defender a equipe neste ano na Indy.
Diferentemente de Sebring, o autódromo de Sonoma faz parte do calendário da Indy de 201 – lá será disputada a 14ª etapa do campeonato, em 26 de agosto. No Twitter, Barrichello ainda brincou com os fãs. “Galera vou precisar de uma ajuda. Amanhã (sexta-feira) faço 15 anos de casado e estou indo treinar (#sujeira). Amanhã todo mundo com #parabensSilvana”, disse, criando uma hashtag para homenagear a mulher.
Silvana era um dos empecilhos para Barrichello participar da temporada completa da categoria americana, na qual estão inclusas cinco provas em circuitos ovais. Recentemente, no entanto, o corredor disse que isso não seria um problema e que, caso acerte realmente com a KV, pretende guiar também nos ovais, autódromos aos quais não estão acostumado.
Barrichello, que parecia interagir com os internautas enquanto aguardava no aeroporto para fazer viagem aos Estados Unidos, despediu-se por volta das 23h (de Brasília) desta sexta: “vou embarcar. Boa noite galera”.
fev 25 2012 | Publicado em
Automobilismo |
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Patrick não tem muita experiência na Nascar e bateu na classificação para a Daytona 500
Danica Patrick levou um susto nesta quinta-feira, durante a prova qualificatória da categoria principal da Nascar no circuito de Daytona, nos Estados Unidos. A piloto bateu fortemente seu carro contra o muro e terá de usar um veículo reserva na Daytona 500, prova que acontece no mesmo autódromo no próximo domingo. As informações são da agência AP.
O acidente de Patrick aconteceu na última volta da primeira das duas provas qualificatórias de 150 milhas de distância cada uma. Depois de ser mandada para o centro médico, a corredora já estava bem e até brincou sobre a batida.
“Estou muito decepcionada pelo que aconteceu com apenas duas curvas para o fim (da classificação). Não é assim que queríamos chegar ao domingo, mas talvez o carro reserva seja rápido”, disse, apontando que o acidente pode ter sido uma “benção disfarçada”.
A americana, 29 anos, não conseguiu explicar a causa do acidente. “Eu simplesmente fui atingida. As pessoas ficam tão próximas que às vezes tocam em você. Foi provavelmente uma reação em cadeia”, afirmou.
Patrick passou a maior parte da corrida classificatória fora do grupo dos dez primeiros colocados, mas ocupava o sexto lugar no momento da batida. “Em certos momentos foi muito mais calma do que eu esperava. Sinto que estou aprendendo muito sobre o que fazer para sair dessas situações”, apontou.
Patrick, que competiu pela Andretti Autosport na Fórmula Indy em 2011 enquanto participava de algumas provas da Nationwide Series da Nascar, compromissou-se de forma integral com a série secundária da categoria de turismo nesta temporada. Ela guiará pela JR Motorsports.
A americana também pretende participar de alguns eventos como o de Daytona no campeonato principal da Nascar, a Sprint Cup Series. Seu time tem como proprietário Tony Stewart, que defendeu a piloto.
“É difícil para ela porque ela está tentando ganhar a confiança do pessoal que está na volta dela. (Mas) ela é sólida e vai tomar as decisões certas”, afirmou.
fev 25 2012 | Publicado em
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Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012. Aos 35 minutos do 1º tempo, o atacante Deivid, do Flamengo, recebe a bola de Léo Moura dentro da pequena área e sem marcação. Oportunidade perfeita para colocar o time da Gávea na frente do Vasco durante a semifinal da Taça Guanabara disputada no Engenhão. De forma inacreditável, o camisa 9 erra a passada e acerta a trave. O gol perdido marcou a vitória do Vasco por 2 a 1 sobre o rival e a queda do Fla no torneio.
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O lance deixou atônito todos que acompanhavam o jogo e passou a ser o termômetro de uma emocionante decisão. Após o revés, o Rubro-Negro ainda tentou se encontrar, criou chances, mas não teve forças para impedir a virada do Vasco. O time de São Januário se classificou para a decisão do primeiro turno. O adversário será Botafogo ou Fluminense, que se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h. Alecsandro e Diego Souza marcaram os gols da semifinal. Vagner Love descontou com belo gol.
O jogo mal começou e o Flamengo saiu em vantagem. Aos 2, Vagner Love recebeu bola na entrada da área e aproveitou o fato de Ronaldinho confundir a zaga vascaína para driblar Fagner e abrir o placar. O golaço empolgou os rubro-negros, que partiram com tudo para o ataque. Inicialmente dominado, o Vasco buscava se reorganizar e trabalhar a posse de bola.
Aos poucos, a empolgação inicial diminuiu. As equipes erravam passes, mas Juninho aproveitou espaço proporcionado pela defesa do Flamengo para arriscar um chute com efeito. O goleiro Felipe rebateu nos pés de Alecsandro. O atacante empurrou a bola para o fundo da rede e empatou a partida.
A partir daí, sequências de boas jogadas e oportunidades claras de gol para os dois times. Livre, Juninho era o mais perigoso do Vasco. Vagner Love se destacava pelo Flamengo, sempre acompanhado de perto pelo zagueiro Dedé, que ganhou a maioria das disputas. Os goleiros evitaram que o placar fosse ampliado.
Além disso, o gol incrível perdido por Deivid não permitiu a mudança no marcador. Ao deixar o gramado, ele comentou brevemente. “Foi o gol mais perdido da minha vida”, disse. O atacante teve o seu nome gritado pela torcida do Vasco e também foi aplaudido pelos rivais até ser substituído. Abatido, deixou o gramado aos 15 do 2º tempo.
Os times passaram a segurar mais a bola e atacar apenas “na boa”. Com as substituições feitas, Diego Souza foi o responsável por levar o Vasco à final da Taça Guanabara. Aos 32, Kim cruzou e Fagner apareceu pelo meio para cabecear. Felipe espalmou para o lado e Diego Souza aproveitou o rebote para virar o jogo e iniciar a festa vascaína na Quarta-Feira de Cinzas.
fev 22 2012 | Publicado em
Esportes,
Futebol |
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Semana corrida. Difícil encontrar um horário na agenda de Flavio Canto. Treino, reunião, gravação, aniversário da Fiorella… A entrevista ficou para a manhã de sexta-feira. Mas não uma sexta qualquer. Teria pela frente a primeira gravação do “Corujão do Esporte” para ir ao ar na madrugada de sábado. Além disso, era o dia de comemorar os 24 anos de sua mulher.
Flavio ‘pendura a faixa’ após 22 anos de judô e vai ser apresentador (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Toda essa correria porque, no domingo passado, ele anunciou, no “Esporte Espetacular”, que estava se aposentando, após 22 anos de judô, 17 deles dedicados à seleção brasileira. O novo desafio na carreira seria longe dos tatames, perto das câmeras e holofotes, como apresentador. Mas aposentado aos 36 anos? Ele mesmo reconhece que ainda não se acostumou com a ideia.
- Soa estranho pra caramba – brincou.
Medalhista de bronze nos Jogos de Atenas-2004, Flavio abriu a porta de sua casa na Gávea, Zona Sul do Rio, se desculpando. Ele havia pedido que a equipe esperasse só um pouquinho. Estava preparando uma cesta de café da manhã surpresa para cantar parabéns para a companheira, a atriz e modelo Fiorella Mattheis.
Aniversariante, Fiorella também participa do bate-
papo (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
O gato do casal, Madox, acompanhou o bate-papo desde o início, sem dar trégua. De certa forma, o felino parecia ajudar a diminuir o nervosismo do mais novo apresentador naquele dia tão importante. Depois de acomodar os convidados e tomar um banho a jato, Flavio sentou para a entrevista e começou a falar. Quase duas horas de conversa e pose para fotos, só interrompida com a chegada de Fiorella, que recebeu os parabéns e decretou o futuro do namorado na TV:
- Tenho certeza que ele vai dar certo.
O “Corujão” não será a primeira experiência de Flavio na mídia. Em 2005 ele teve a oportunidade de atuar como comentarista de TV na transmissão do Mundial de Judô. Depois foi convidado para apresentar o programa “Sensei”, no SporTV. Agora, um novo desafio: o comando de uma atração na TV aberta. Apesar de faixa preta, ele não se ilude e sabe que enfrentará outro adversário: as críticas.
- Tenho total consciência de que chego como faixa branca na televisão. Mas já estou me preparando para aprender com as crítivas que virão – disse.
Flavio falou sobre tudo: carreira, lesões, conquistas, felicidades, tristezas, MMA, legado, momento do judô brasileiro, chances do Brasil em Londres-2012, amigo Tande, projetos e do seu xodó, o Instituto Reação, seu projeto social que atende mais de 1.200 crianças e jovens carentes no Rio de Janeiro.
Na estreia do ‘Corujão do Esporte’, nervoso, Flavio Canto recebe Hortência (Foto: TV Globo)

GLOBOESPORTE.COM: Com quantos anos você descobriu o judô?
FLAVIO CANTO: Eu comecei o judô com 14, seis meses depois de o Aurélio Miguel ser campeão olímpico (1988). Até então eu fazia natação e era um atleta mediano da equipe do Flamengo. Eu era, dos piores, o melhor. Sempre gostei da ideia de ser atleta. Mais novo eu queria ser super-herói, quando eu vi que não podia ser resolvi ser um herói de carne e osso. Quando fiz a primeira aula de judô, me apaixonei. Como comecei tarde, sempre treinei o dobro de todo mundo. Fiz isso durante anos e anos e nunca vi ninguém treinar mais do que eu, até porque nunca me considerei um cara talentoso. Depois cheguei na seleção muito rápido, com 19 já estava na principal adulto e ainda era júnior.
Além da natação, tentou outros esportes?
Surfe. Surfar tento até hoje. Ando sempre com a prancha no banco de trás do carro na expectativa de um dia ter tempo e onda para poder surfar. Surfo legal, mas não para competir.
O Brasil está em sua melhor fase disparado, nunca tivemos uma equipe tão forte, e o grande trunfo é o judô feminino. Vamos ter de quatro a cinco medalhas em Londres”
Flavio Canto
Qual foi o melhor momento da sua carreira?
Meus melhores anos em termos de resultado foram 2006 e 2007. O ranking naquela época ainda era extraoficial, mas fiquei praticamente esses dois anos como primeiro do mundo. Em 2006, ganhei quase tudo, até o prêmio do COB. Já 2007 foi um ano que começou muito bem, mas terminou muito mal. Foi quando tive a lesão nos Jogos Pan-Americanos. Para mim foi muito triste, tinha o Mundial do Rio e eu ia disputar com o Tiago (Camilo). Acabei não indo para o Mundial, ele foi e ganhou todo mundo de ippon.
Mas e o bronze olímpico em 2004?
As Olimpíadas de 2004 são minha melhor recordação. Foi o momento que mais me marcou no judô e até na minha vida, porque meu pai teve um enfarte dois meses antes das Olimpíadas e quase morreu. Foi uma experiência muito forte, eu só pensava nos Jogos e de repente quase perdi o cara mais importante da minha vida. Isso acabou me ajudando de certa forma, eu estava muito leve. E o meu pai acabou se recuperando e indo para Atenas me ver lutar.
O gato Madox observa cada detalhe da entrevista
(Foto: André Durão/Globoesporte.com)
Você é considerado o melhor de todos os tempos na luta no chão, mas recebeu críticas por misturar o jiu-jítsu com o judô. Hoje acha que contribuiu para a evolução do judô brasileiro?
Acho que sim. Meu estilo sempre foi muito particular, como o do João Derly, por exemplo. E o Brasil tem muita influência do judô japonês, tradicional, como o do Tiago Camilo, Leandro Guilheiro… Eu segui uma linha um pouco mais alternativa, e o que é diferente às vezes as pessoas não respeitam tanto. Já vi gente falando que o João não é tão técnico, isso quando ele era bicampeão mundial. Estilo bom é o que derruba e ganha luta. Acho que isso foi mudando aos poucos, e nesse sentido eu contribuí para abrir mais a cabeça do judô brasileiro. Na parte de chão, acho que tenho muito a contribuir ainda.
Apesar da tristeza de ter ficado fora de Sydney em 2000, ali começou a nascer uma nova paixão: o Instituto Reação.
Acho que o Reação nasceu com a minha história. Nasci na Inglaterra, morei nos EUA, viajei o mundo com o judô e sempre tive vida de nômade. Isso me deu um olhar da cidade diferente dos meus amigos. Desde os 19 comecei a me envolver em ações pontuais, mas eu precisava de alguma coisa de mais impacto. Em 2010 descobri que o mundo não acabaria se eu ficasse fora das Olimpíadas. Foi uma perda muita grande, mas eu sobreviveria. Fui para ser reserva, e quando voltei ao Brasil fui dar aula de judô na Rocinha e vi que aquilo,, de alguma maneira, transformava a garotada. O projeto terminou, e acabei ficando sozinho. Então juntei uns amigos e formamos o Reação, o nome que significava um espaço onde as pessoas pudessem reagir, transformar o mundo.
Como está o projeto hoje?
Estamos com 1.200 alunos em cinco polos (Rocinha, Pequena Cruzada, Tubiacanga e Cidade de Deus I e II). O projeto foi crescendo de uns anos para cá e não é só judô, tem o programa de educação. Trabalhamos no judô uma escola de valores, e, dentro da educação, uma escola de competências. O objetivo é desenvolver a garotada para descobrir seu potencial.
Como se sente vendo a Rafaela Silva, fruto do Reação, sendo campeã mundial júnior e vice-campeã mundial adulta?
Ela representa muito bem essa virtude de acreditar no improvável, seguir um sonho e conquistar. Sou muito chato com a Rafaela, cobro muito e sou exigente demais. Tenho uma preocupação muito grande com o pós-carreira, a importância da formação acadêmica. O atleta acaba tendo uma visão infinita da sua carreira. A gente só percebe que o esporte um dia acaba quando vai ficando velho. Ela e a irmã, a Raquel, foram os primeiros exemplos de sucesso no esporte depois de mim. E essas referências internas funcionam bem melhor.
Rafaela Silva, a principal revelação do Instituto Reação (Foto: Alexandre Durão / GLOBOESPORTE.COM)
Vamos começar a falar da aposentadoria. Você deixa o tatame com a certeza de que sua categoria está bem representada?
O Leandro (Guilheiro) está em uma fase exuberante e tem tudo para conseguir a terceira medalha olímpica da carreira dele e possivelmente a medalha de ouro. Ele vai como um dos grandes favoritos. O Leandro tem um estilo de judô muito seguro, dificilmente perde. Ele está mais maduro, a decisão de mudar de categoria foi muito boa, defende bem, movimenta e muda de pegada como poucos. O Brasil na minha categoria está muito bem representado.
E o judô brasileiro em geral?
O Brasil está em sua melhor fase disparado, nunca tivemos uma equipe tão forte. O grande trunfo é o judô feminino, com um crescimento incrível, quem sabe até mais forte que a masculina na perspectiva de medalhas. E uma vantagem das meninas é que elas são muito jovens: a Rafaela está com 19 anos, a Mayra com 20… O masculino tem uma equipe homogênea e forte.
Tenho total consciência de que chego como faixa branca na televisão. Mas já estou me preparando para aprender com as crítivas que virão”
Flavio Canto
Quais são as suas apostas para as Olimpíadas de Londres?
É sempre difícil prever isso. Mas dentro do retrospecto do time brasileiro, temos alguns atletas que dificilmente não vão ganhar medalha, como a Mayra e o Leandro. Outros também têm grandes chances, como a Sarah (Menezes, -48kg), a Rafaela (Silva, -57kg), o Rafaelzão (Rafael Silva, +100kg), quem for do peso médio entre o Hugo (Pessanha, -90kg) e o Tiago (Camilo, -90kg). Vamos ter de quatro a cinco medalhas no judô em Londres.
O que acha da explosão do MMA? Lutaria?
Já me chamaram, tinha uma possibilidade de fazer algumas lutas no Pride em 2004 ou 2005. Eu agradeci e disse que não tinha muita coisa a ver comigo, minha praia é o judô. Como boa parte dos brasileiros, todo mundo está conhecendo e aprendendo a respeitar o esporte, muito por conta do UFC, que mudou um pouco os paradigmas da luta. A nova geração assiste, e a antiga ainda tem um certo preconceito do velho vale-tudo. Hoje a gente vê que mudou muita coisa, existem regras, tem uma comissão atlética. É um esporte que veio para ficar, para substituir o boxe. Ainda acho que pode mudar uma regra ou outra para ficar menos violento. Não gosto da cotovelada, por exemplo. Mas tenho vários amigos e torço para os brasileiros. Cada um tem uma história de vida muito bacana.
Vídeo: assista à estreia de Flavio Canto no ‘Corujão’ entrevistando o craque do Fluminense Thiago Neves
Como amadureceu a ideia da aposentadoria? A palavra não soa estranha?
Soa estranha pra caramba. Mas foi todo um processo. Eu me perguntava se eu já tinha aprendido tudo o que poderia aprender com o judô. Vi que na parte competitiva não tinha mais tanto o que vivenciar. Já vivi grandes alegrias, tristezas, lesões… E 2010 foi um ano que eu curti bastante, acho que foi minha verdadeira despedida. Aí teve a lesão, o Reação cresceu muito, e comecei a sentir falta de não estar no dia a dia. Era hora de mudar de emoção.
Mas não vai largar o judô totalmente…
Continuo no judô, primeiro com o Reação, que é uma fábrica de transformação. Vou ser muito mais útil para o judô assim, produzindo e revelando atletas, como a Rafaela. E estou estudando com a Confederação (CBJ) treinamentos em que eu participe como professor na parte de solo. Acho que a gente ainda treina pouco chão e posso contribuir com isso. Quero ajudar o pessoal a ter mais eficiência no chão.
Agora você é apresentador. Como se sente na frente das câmeras?
Minha história na TV começou em 2005 comentando a medalha de ouro do Joãozinho (João Derly) no Mundial. Gostei muito e comecei a ser chamado. Convidaram-me para fazer o ‘Sensei SporTV’ e fui me empolgando com televisão. De junho para cá, me perguntaram se eu tinha interesse em fazer um piloto para o “Corujão do Esporte”, já que o Tande estava com muita dificuldade de conciliar o “Esporte Espetacular” com o “Corujão”. Aí começou o namoro. Em dezembro, eles me chamaram dizendo que começaria em fevereiro e perguntaram: “Você topa?”. Conversei com toda a minha família e achei que era o momento certo. Mas ainda fico um pouco nervoso, sim.
Flavio ao lado de Tande e Fernanda Gentil no último
Esporte Espetacular (Foto: Christiane Mussi)
Como é substituir o Tande, que também é um ex-atleta?
O Tande foi um cara fundamental nesse processo. Ele passou por tudo que estou passando. É minha grande referência, como atleta e agora na televisão. O Tande conversou muito comigo, desde o início, e é um cara muito especial.
Está preparado para receber críticas?
Tenho total consciência que chego como faixa branca na televisão. Assim como duvidaram de mim na primeira seletiva para a seleção, em 95, precisei de um tempo para as pessoas me respeitarem. Mas acho que o atleta é sempre muito respeitado, e agora na TV é um meio termo de artista e atleta.
Fiorella, você apresentou o “Vídeo Show” por dois anos. Deu alguma dica para ele?
Na verdade, o Flavio é muito crítico com ele mesmo. Ele fica o tempo todo pedindo para eu assistir e ficar criticando. Mas ele é muito inteligente. Estuda, pega as coisas muito rápido, é carismático, passa uma energia muito boa, e a televisão passa isso para quem está assistindo. Não tenho dúvida de que vai dar certo.
Flavio, para finalizar, com a Fiorella do seu lado. Qual foi sua maior conquista: a medalha olímpica, o Reação ou a Fiorella?
O Reação. Sem o instituto eu não conheceria a Fiorella (risos). Mas o Reação é uma das coisas mais bonitas, me sinto especial, um ser humano no seu sentido pleno.
Flavio recebe um carinho de Fiorella durante a entrevista (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

fev 12 2012 | Publicado em
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A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confimou nesta segunda-feira que o Rio de Janeiro será a sede do grupo E da segunda etapa do Grand Prix de 2012, prevista para o período de 15 a 17 de junho. A chave será composta pelas seleções do Brasil, Estados Unidos, Itália e Alemanha. As partidas serão disputadas no ginásio Maracanãzinho. A cidade já foi sede de uma etapa do torneio, em 2009. No ano seguinte, São Carlos (SP) foi o palco.

Maracanãzinho será o palco das disputas em junho (Foto: Maurício Val / VIPCOMM)
A competição terá o mesmo formato da temporada passada. Ao todo, 16 equipes irão brigar pelo título. A seleção do técnico José Roberto Guimarães fará sua estreia no dia 8 de junho, na Polônia. O time está no grupo D, juntamente com as anfitriãs, das sérvias e das italianas.
Em seguida, entre os dias 15 e 17 de junho, as atuais campeãs olímpicas jogarão diante de sua torcida. Na terceira semana, de 22 a 24 de junho, o Brasil jogará em Luohe, na China, contra as donas da casa, Cuba e Porto Rico. A fase final do Grand Prix será disputada em Ningbo, na China, na semana seguinte. As cinco seleções mais bem ranqueadas vão se juntar ao time chinês para fase final, e serão divididas em dois grupos de três. As duas melhores classificadas dentro de cada chave vão disputar as semifinais.
Na última edição do Grand Prix, o título ficou com os Estados Unidos, que venceram o Brasil na decisão por 3 sets a 0. A medalha de bronze foi para a Sérvia.
fev 6 2012 | Publicado em
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Parceira de longa data da Ferrari, a Sauber foi a sétima equipe a revelar seu modelo para a temporada 2012 da Fórmula 1, o C31. Na pista espanhola de Jerez de la Frontera, que a partir desta terça receberá os primiros testes coletivos do ano, a equipe suíça mostrou que o bico em forma de degrau parace mesmo uma tendência. Embora outros times tenham adotado soluções alternativas, como Lotus e McLaren, a Sauber seguiu o design adotado pelos ferrarristas e correrá com um bico formado por linhas retas, ligado ao cockpit de forma pouco suave. A pintura preta na parte dianteira disfarça, mas não esconde a solução aerodinâmica.

A dupla da Sauber, Kamui Kobayashi e Sergio Perez, no lançamento do carro de 2012 (Foto: Reuters)
O time de Peter Sauber busca pontuar mais constantemente em 2012, já que no ano passado terminou em sétimo lugar na classificação geral, após marcar 44 pontos – grande parte no início da temporada. As semelhanças do C31 com a Ferrari vão além do bico. Fornecedora dos motores, a Ferrari também é responsável pela construção da transmissão e do sistema Kers usado no carro da Sauber.
A dupla de pilotos está mantida, com o japonês Kamui Kobayashi e o mexicano Sergio Perez. O reserva, mais uma vez, será o também mexicano Esteban Gutierrez. No entanto, a equipe começará a temporada com uma baixa: o diretor técnico James Key, que anunciou seu desligamento do time na semana passada, após dois anos de trabalho.
- Nosso objetivo é terminar nos pontos regularmente, de modo a nos colocarmos em uma posição significativamente melhor no campeonato. Nossos pilotos são jovens e talentosos. Kamui fará sua terceira temporada completa na Fórmula 1, e no ano passado exerceu um papel de liderança no time, quando pedi a ele que assumisse esta responsabilidade. Após uma boa temporada de estreia, Sergio deve mostrar seu enorme potencial. Os dois trabalharão empenhados com os engenheiros pelo nosso desenvolvimento e progresso – disse o chefe da equipe, Peter Sauber.
fev 6 2012 | Publicado em
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A confirmação de Dana White não foi o suficiente para Chael Sonnen acreditar que, enfim, enfrentará de novo Anderson Silva, em junho, no Brasil. Nesta segunda-feira, falastrão do UFC usou seu Twitter pessoal para deixar claro que não crê que seu desafeto, de fato, vai encará-lo para a tão esperada revanche.
- Ainda não vou arrumar as malas para ir ao Brasil em junho. Pegue um casaco, porque se isso acontecer é porque o inferno está congelando – publicou o lutador, provocando mais uma vez o país de seu desafeto.
Apesar de Chael Sonnen fazer ”drama” com a luta diante do brasileiro, Dana White faz pouco caso das declarações do americano e já deixou claro que Anderson Silva deu sua palavra que entrará no octógono para encarar seu maior rival. O contrato, no entanto, ainda não foi assinado.
Extraoficialmente, já se sabe que o evento acontecerá em São Paulo, e muito provavelmente no estádio do Pacaembu. O mesmo evento receberá a final do reality show “The Ultimate Fighter Brasil”, com o duelo dos treinadores Vitor Belfort e Wanderlei Silva.
Sonnen já teve uma chance de conquistar o título que pertence ao brasileiro, no UFC 117, em agosto de 2010, mas foi derrotado no fim por finalização quando dominava amplamente o combate desde o primeiro round. Desde então, ele tem provocado constantemente o “Spider” para conseguir a tão esperada revanche.
fev 6 2012 | Publicado em
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Depois da vitória sobre o norte-americano Chad Mendes, no UFC 142, no Rio de Janeiro, no ~ltimo sábado (14), o brasileiro José Aldo praticamente limpou a categoria dos pesos-pena do UFC. Após a vitória arrasadora a um segundo do fim do primeiro round, o presidente da organização, Dana White, liberou o lutador para subir de categoria quando quiser para disputar o cinturão dos pesos-leve e unificar dos cinturões do UFC.
Dana, porém, deixou para o atleta a opção de subir de categoria e tentar brigar pelo cinturão contra o atual campeão Frankie Edgar ou continuar na atual categoria, onde ele já derrotou os maiores nomes dos penas mundiais, como Kenny Florian, Urijah Faber, Mike Brown e até mesmo Chad Mendes. O campeão vem de 14 vitórias seguidas no peso-pena, sendo oito no antigo WEC e três no UFC. Ao todo, são seis anos de invencibilidade.
Enquanto receberam o aval do presidente da entidade para subir de categoria, Aldo e seu treinador, Dedé Pederneiras, ainda não estão completamente convencidos de que o lutador deve dar tal passo. Aldo afirma que essa não é uma decisão sua, e seu treinador diz que só aceitaria a proposta se fosse marcada uma superluta entre José Aldo e Frankie Edgar valendo a unificação dos cinturões.
Um dos nomes para disputar o título do brasileiro entre os penas seria o compatriota Diego Brandão, campeão da ~ltima edição do reality show The Ultimate Fighter. Dana White, porém, afirmou que o jovem brasileiro ainda tem que trilhar um longo caminho dentro do UFC antes de ter chance de disputar o cinturão. Outro possívelrival para Aldo seria o japonês Hatsu Hioki, mas o dirigente não confirmou.
jan 17 2012 | Publicado em
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